A 21ª Pesquisa CNT de Rodovias revelou que 2.194 quilômetros (60,6% do total) das rodovias avaliadas no Ceará apresentaram, ao longo de 2017, algum tipo de deficiência e foram avaliadas como regulares, ruins ou péssimas. O restante da extensão pesquisada no Estado (39,4% - 1.424 km) é considerado ótimo ou bom. Na avaliação da CNT, apenas para as ações emergenciais de reconstrução e restauração das vias, com a implementação de sinalização adequada, estima-se que são necessários R$ 997,82 milhões. Já para a manutenção dos trechos classificados como desgastados, o custo estimado é de R$ 595,67 milhões.
No pavimento, foram consideradas as condições da superfície da pista principal e do acostamento. A pesquisa classificou o asfalto como regular, ruim ou péssimo em 52,8% da extensão avaliada nas CEs e BRs que percorrem o Ceará, enquanto que 47,2% foram considerados ótimo ou bom; 53,4% da extensão pesquisada apresentou a superfície do pavimento desgastada.
Na sinalização, foram observadas a presença, a visibilidade e a legibilidade de placas ao longo das rodovias, além da situação das faixas centrais e laterais. O estudo apontou que houve problemas de sinalização em 48% da extensão avaliada - classificação regular, ruim ou péssimo. Em 52,0%, as rodovias do Estado estão entre ótimo ou bom.
Ao observar os trechos onde foi possível a identificação de placas, 15,9% se apresentaram como desgastada ou ilegíveis.